I Can Only Put So Much Into A Song
LISTEN: CLIP1 - CLIP2 - CLIP3 - CLIP4 - CLIP5 A música de Bruno Silva, enquanto Ondness, respira-se como uma coisa de homenagem, fácil de puxar para o lado de hauntology, pelo contexto, contudo na sua essência está para lá disso. Uma homenagem, ou uma auto-homenagem, às suas referências, indicativos, barómetros, de agora, de outro tempo, embora aqui o outro tempo funcione como um presente - enquanto percurso único daquilo que a memória tem para oferecer. Ouve-se como música de possibilidades, de caminhos, tentações, opções óbvias e outras nem por isso, por vezes ligadas ao som em si, noutras ligadas a memória visual (sobretudo filmes, através de samples de sons, algumas coisas reconhecíveis, outras nem vale a pena tentar). O que torna "I Can Only Put So Much Into a Song" tão especial - ainda não dissemos que é especial, mas é - passa pela forma ultraprocessada com que revive os sons da adolescência - shoegaze, indie norte-americano, metal -, musicando memórias e, essas memórias-música serem, em simultâneo, vida por acontecer. É triste, a espaços, o que puxa para pensar na música de Ondness com sentimentos, algo por onde ainda não tínhamos passado (ou ido por aí, talvez falha nossa). Os sons tangíveis são fruto da traição da memória, da preocupação em criar ligações e encontrar semelhantes, porque "I Can Only Put So Much Into a Song" quer-nos tanto num lugar como fora dele, humildes e estáticos a devorar o agora. Ele diz que sabe os limites do que cabe numa canção sua. Está a ser humilde.
Specifications
- Formats
- Cassette
Variants (1)
- Cassette — 10.00 EUR — In stock
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