BOX 12: Analectos, de Confúcio

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Analectos (論語, Lúnyǔ), Confúcio 1. Informações Gerais (Editorial) Título original da obra: 《論語》 (Lúnyǔ) (Wikipedia) Títulos correntes em português: Analectos; Os Analectos de Confúcio (uso editorial variável conforme coleção) Autor atribuído e compilação: Ensinamentos e diálogos atribuídos a Confúcio (trad. 551–479 a.C.), preservados e organizados por gerações de discípulos e escolas confucianas. (Enciclopédia de Filosofia de Stanford) País de origem: China (Wikipedia) Gênero: Clássico filosófico; ética e política; pedagogia moral; tradição confuciana Período de composição e fixação textual (consenso acadêmico em linhas gerais): Composição por camadas durante o Período dos Reinos Combatentes (475–221 a.C.) e consolidação do texto em forma próxima à atual durante a dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.). (Wikipedia) Idioma original: Chinês clássico (Wikipedia) Estrutura: 20 “livros” (capítulos) em unidades breves de fala, cenas de ensino e máximas. (Lund University Publications) Lugar canônico na tradição: Integra os “Quatro Livros” (四書, Sìshū) organizados como corpus por Zhu Xi em 1190. (Encyclopedia Britannica) ISBN: [preencher conforme edição] Tradução e Notas: [preencher conforme edição] Edição: [preencher conforme edição] Revisão: [preencher conforme edição] Projeto gráfico: [preencher conforme edição] 2. Informações de Contexto, Conteúdo e Forma da Obra (MKT) Sinopse Os Analectos reúnem cenas de ensino, respostas, definições práticas e máximas atribuídas a Confúcio e a seu círculo. A forma é fragmentária e densamente memorável: cada unidade funciona como instrumento de formação ética e de calibragem do juízo, com atenção especial a virtude, relações humanas, linguagem, ritos e governo. (Encyclopedia Britannica) A obra se tornou eixo de leitura e comentário ao longo de mais de dois milênios, com centralidade crescente no confucionismo, sobretudo quando passou a ocupar posição nuclear no currículo letrado, em paralelo ao prestígio que ganhou ao integrar o conjunto dos “Quatro Livros”. (Wikipedia) A experiência de leitura é deliberadamente pedagógica: o texto apresenta o mestre em ato, modulando a diferença entre saber declarativo e saber de conduta, entre enunciado e situação, entre conselho e correção de postura. Eixos temáticos centrais a. Formação moral como tecnologia de vida social Os Analectos encenam a excelência humana como hábito cultivado, expresso em escolhas e em modos de relação, com vocabulário concentrado em virtude e formação do caráter. (Encyclopedia Britannica) b. Ritualidade, etiqueta e ordem simbólica O texto valoriza lǐ (禮), entendido como gramática de ações e cerimônias que estabiliza vínculos, hierarquias e confiança, fazendo do cotidiano uma pedagogia contínua. (Wikipedia) c. Governo e autoridade como extensão da ética A política aparece como campo de retificação e exemplo, com ênfase em liderança por virtude e em coerência entre conduta pessoal e função pública. (acmuller.net) d. Linguagem, retificação dos nomes e responsabilidade discursiva A obra associa governança a precisão linguística, com atenção a como palavras ordenam papéis, deveres e expectativas, elevando o cuidado verbal ao estatuto de ação ética. (acmuller.net) e. Pedagogia por diálogo e por cena O texto funciona como “diálogo confuciano”: ensino situado, correções discretas, exemplos vivos, preservando a energia dramática do encontro mestre discípulo como forma de pensamento. (Encyclopedia Britannica) f. Transmissão textual em camadas e memória escolar A história editorial do Lúnyǔ evidencia preservação por coleções, edições e rearranjos ao longo do tempo, com processo de estabilização durante a Han. (Wikipedia) Palavras-chave Confúcio; Lúnyǔ (論語); humanidade; rén (仁); lǐ (禮); governo; educação moral; retificação dos nomes; tradição confuciana; Quatro Livros (Wikipedia) 3. Outras Informações Relevantes e Curiosidades O título Lúnyǔ aparece comumente interpretado como “conversas editadas” ou “ditos selecionados”, associado à natureza compilatória do texto. (Wikipedia) A tradição confuciana consolidou os Analectos como leitura matricial por meio do corpus dos Quatro Livros, organizado por Zhu Xi em 1190, gesto decisivo para currículo e comentário. (Encyclopedia Britannica) A estrutura em 20 “livros” tornou-se padrão de referência para citações, ensino e comentário, sustentando a leitura modular, quase aforística, com retorno constante ao mesmo núcleo temático por perspectivas diferentes. (Lund University Publications) Descrições acadêmicas situam a consolidação do texto em forma próxima à atual por volta do século II a.C., em diálogo com a transmissão na Han. (Enciclopédia de Filosofia de Stanford) O texto integral em chinês e traduções de referência circulam amplamente em bases digitais acadêmicas, com navegação por livro e seção, recurso útil para edição anotada e remissiva. (ctext.org)

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