Cracha de botão da 2CCP | 2ªCompanhia Caçadores Paraquedistas - BCP31
Crachá de peito com simbolos em 3D pertence à 2.ª Companhia de Caçadores Pára-quedistas (2.ª C.C. PARAS ou 2.ª CCP). Tendo em conta a simbologia presente no centro do escudo, esta subunidade integrou o Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 21 (BCP 21), que operou no teatro de operações de Angola durante a Guerra do Ultramar. Heráldica do Distintivo: Simbologia Central: O elemento de maior destaque (imediatamente abaixo do paraquedas branco) é o mapa de Angola, recortado a branco. Este é o detalhe geográfico que associa inequivocamente este crachá à companhia mobilizada para esse território. Asas Douradas: A ladear o mapa de Angola encontra-se um par de asas, reforçando a ligação aeronáutica da unidade (recorde-se que as tropas paraquedistas pertenciam à Força Aérea Portuguesa e não ao Exército durante este período). Cores e Estrutura: O fundo em esmalte preto confere um contraste forte e solene com o branco e o dourado. O formato em escudo, rematado pelo listel inferior com a inscrição identificativa, e a tira de pele preta superior confirmam que se trata de um crachá de suspensório (bolso). História Resumida (2.ª CCP e o BCP 31) O Batalhão de Caçadores Pára-quedistas 21 (BCP 31), cujo lema era "Gente Ousada Mais Que Quantas", foi a primeira unidade orgânica de paraquedistas a ser ativada nos territórios ultramarinos, sendo formalmente constituída em 1961 para dar resposta imediata à eclosão do conflito em Angola. Teatro de Operações: Sediado inicialmente em Luanda, o BCP 31 estava integrado na 2.ª Região Aérea. Era considerado a grande reserva estratégica e a principal força de intervenção rápida do comando militar em Angola. Ação da 2.ª Companhia: A 2.ª CCP tem uma história muito particular, pois foi uma das primeiras forças de elite a ser projetada para Angola, chegando logo em abril de 1961. Teve um papel crucial – e de enorme desgaste – nos primeiros e caóticos meses da guerra. Atuou intensamente no Norte de Angola, frequentemente em operações de socorro a populações sitiadas, recuperação de eixos rodoviários e em ações de reocupação (como na célebre e difícil zona dos Dembos). Legado Operacional: Ao longo da comissão, a 2.ª CCP executou inúmeros saltos operacionais e assaltos helitransportados de grande envergadura em zonas de forte presença inimiga. A sua história é pautada por um elevado número de operações de contraguerrilha em condições de extrema dureza, o que resultou em inúmeras condecorações individuais e coletivas, mas também num pesado tributo de baixas em combate.
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