L’Homosexualité de Platon à Foucault
«Vício», «pecado», «crime», «doença», «flagelo social»: a homossexualidade — termo surgido no século XIX — foi sempre estigmatizada e frequentemente perseguida. No entanto, confrontaram-se teses com uma intensidade que revela a importância dos desafios da sexualidade, da normalidade e da alteridade: Platão descreve sem criticar a relação entre Alcibíades e Sócrates, mas Aristóteles considera-a «contra a natureza». Retomada por São Tomás e ainda defendida pela Igreja de Bento XVI, esta opinião reencontra-se em Kant, no Século das Luzes. Uma época em que, denunciada por Voltaire, a homossexualidade, aceite por libertinos como Mirabeau, é valorizada por Sade. Rompendo com os discursos médicos do século XIX, que classificavam a «inversão» entre as «degenerescências», Freud, embora situando a homossexualidade nas «perversões», desenvolve a ideia da bissexualidade humana. Uma teoria adotada por Lacan no século XX, enquanto Simone de Beauvoir ou Foucault contribuem para uma mudança profunda das representações e legitimam a reivindicação de direitos por parte dos homossexuais. Acompanhados de uma introdução e de notas, os textos desta obra são assinados por mais de cinquenta autores. Provêm da filosofia (Christine de Pisan, Montaigne, Rousseau, Sartre), do direito (Bentham), da teologia (Santo Agostinho) e das ciências sociais (Malinowski, Krafft-Ebing, Dolto). Esta antologia sem equivalente é um contributo para a reflexão sobre as liberdades individuais.
Specifications
- Autor
- Daniel Borrillo, Dominique Colas
- Editora
- Plon
- Local de Edição
- Paris
AI Readiness
Good foundation, but some important product data is still missing.